Instalações de Prevenção e Combate a Incêndio
 


Introdução:

As instalações de proteção contra incêndios fundamentam-se nos princípios da salvaguarda  da vida e proteção do patrimônio. Do ponto de vista técnico, dois aspectos distintos são ressaltados:

  • Prevenção de incêndios
  • Combate ao fogo

A prevenção engloba um conjunto de medidas destinadas a inibir o aparecimento de um incêndio, retardar a sua propagação, facilitar o salvamento de vidas no sinistro e proporcionar os meios - comumente extintores e instalações hidráulicas sob comando - para sua extinção na fase inicial.
Quanto melhor for o planejamento do sistema, menor será a probabilidade de se utilizar o combate ao fogo. Para tanto ainda no projeto arquitetônico devem ser observados os requisitos previstos nas normas e portarias das entidades regulamentadoras, tais como:

  • Paredes e portas corta-fogo
  • Platibandas
  • Revestimentos com materiais incombustíveis
  • Vidros entelados em portas e janelas
  • Afastamentos
  • Escadas e saídas de emergência

 

O combate ao fogo trata do estudo das técnicas utilizadas pelo pessoal da Brigadas de bombeiros.

Os incêndios classificam-se nas quatro (04) classes indicadas na tabela abaixo:

Classe

Natureza do Fogo

I

Materiais combustíveis comuns como madeira, tecido, algodão, papel, etc. A característica é o fogo em profundidade e o agente extintor necessita de poder de resfriamento e de penetração.

II

Líquidos inflamáveis e derivados de petróleo como gasolina, óleo, álcool, etc. A característica é3 o fogo de superfície com grande desprendimento de calor e o agente extintor necessita de poder de abafamento e ação de permanência.

III

Equipamentos elétricos com carga. A característica é presença de risco de vida e o agente extintor não deve ser condutor de eletricidade.

IV

Metais como magnésio em aparas, em pó, etc. A extinção deve ser feita por meios especiais. 

 
 
      A ocorrência de um incêndio de dá pela combinação de três elementos, que compõe o chamado Triângulo do Fogo: é o resultado da reação do comburente (oxigênio) com o combustível, fornecido pelo calor.

               
O princípio geral de combater o incêndio, será sempre o de romper o triângulo, para o que há três maneiras possíveis:

  • Retirada do material que queima, ou seja, do combustível.
  • Abafamento para esgotamento do oxigênio que envolve o corpo, ou seja, do comburente.
  • Resfriamento para abaixamento da temperatura, de forma que o calor restante seja incapaz de manter a combustão.

 

Normalmente o corpo de bombeiros fixa as exigências para o projeto das instalações de prevenção e combate a incêndio, dividindo às edificações em classes de risco, de modo a prever para cada classe uma série de pontos onde serão instaladas as caixas de combate a incêndio, alimentadas diretamente pelas colunas ligadas aos reservatórios.

Reservatório

O volume d’água necessário para atender um primeiro combate a incêndio poderá ser estocado em reservatório independente ou, em conjunto, no reservatório destinado ao consumo normal da edificação. Quando usada a última opção, a coluna de alimentação para consumo normal terá obrigatoriamente o seu ponto de tomada acima do fundo, num nível que assegure, abaixo de si, a reserva para incêndio. O volume mínimo de água reservada para combate a incêndio é regulamentado pelo Corpo de Bombeiros.

 

Instalação Típica de Combate a Incêndio

 

 
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